terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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O Livro
"Editado" a 15 de Dezembro de 2008, bela prenda de aniversário.
Como consegui editar "A Dimensão de uma mentira"
Este livro foi escrito entre 31-7-2002 e 25-12-2002. Após inumeras tentativas sem sucesso em diversas editoras, decidi tentar arranjar um patrocinio para o livro, o que também foi em vão. Não havia nenhuma empresa interessada e com todas estas tentavivas falhadas, passaram-se 4 anos. Acabei por fazer como tantos outros escritores e artistas, desisti e guardei o livro na gaveta.
Somente em Setembro de 2008, arranjei o contacto do Sr. Daniel Gouveia, que com um preço "acessivel", me ajudou a editar este livro. A denominada "Edição de Autor", consiste no seguinte; O autor é responsavel pelos custos da edição. Neste caso e com o Sr. Daniel, os livros ficam comigo. Optei por não colocá-los nas livrarias,porque as mesmas cobram entre 30 a 40% de comissão, o que para quem já pagou a edição do mesmo, não compensa. Optei por vendê-los ás pessoas conhecidas (Familiares, amigos, amigos dos amigos, etc.).
Caso também sejas escritor(a), deixa o teu contacto para podermos falar na realização de um sonho que eu sei que é muito dificil de realizar.
Somente em Setembro de 2008, arranjei o contacto do Sr. Daniel Gouveia, que com um preço "acessivel", me ajudou a editar este livro. A denominada "Edição de Autor", consiste no seguinte; O autor é responsavel pelos custos da edição. Neste caso e com o Sr. Daniel, os livros ficam comigo. Optei por não colocá-los nas livrarias,porque as mesmas cobram entre 30 a 40% de comissão, o que para quem já pagou a edição do mesmo, não compensa. Optei por vendê-los ás pessoas conhecidas (Familiares, amigos, amigos dos amigos, etc.).
Caso também sejas escritor(a), deixa o teu contacto para podermos falar na realização de um sonho que eu sei que é muito dificil de realizar.
Acerca de mim
- Rui Sousa
- Sintra, Algueirão, Portugal
- Nasci em Lisboa (Olival Basto) a 15 de Dezembro de 1974 e na escola mostrava apetencia para a escrita, mas nunca me virei para esse lado. Somente em 1996 comecei por escrever alguns poemas. Alguns anos mais tarde, incentivado por uma amiga, escrevi o meu primeiro romance, que por curiosidade, começou por um poema que depois de desenvolvido, acabou por dar num livro. Tenho mais 3 livros escritos, mas para já, editei por minha conta, este que seguindo a ordem é o segundo livro que escrevi. O primeiro estou ainda a altera-lo. Vamos ver se consigo editá-lo.
Paginas 37, 38 e 39 de "A Dimensão de Uma Mentira"
“...a Alda ficou praticamente inconsciente, sem forças para reagir. Depois disso,
só se lembra das vozes deles a perguntarem um ao outro se a deixavam ali, e dos risos, à medida que os dois iam saindo do local. Segundos depois, a Alda desmaiou e só recuperou a consciência no dia seguinte. As dores, ao longo do corpo, eram mais que muitas. Ela nem sabia onde estava e foi com muita
dificuldade que conseguiu chegar a uma estrada onde iam passando alguns carros. Embora ninguém parasse, não foi razão para ela desistir e continuou a pedir ajuda aos poucos condutores que por ali iam passando. Já sem esperança, abriu os braços e gritou para o céu. No momento seguinte, caiu desamparada no chão. Só se lembra de ver duas caras a olharem e a falarem para ela, mas a Alda estava muito mal e nem sequer conseguia falar.
Lembra-se da imagem de ir no banco traseiro do carro, com a cabeça deitada para trás, olhando o céu que ia passando rapidamente. O sol que lhe batia nos olhos foi o suficiente para que adormecesse e não se lembrasse de mais nada, ou talvez não se quisesse lembrar. Desde esse dia, a Alda ficou traumatizada
e não consegue estar na presença de um homem que não conheça. Entra em estado de choque com as lembranças que tem dessa noite, começando a chorar de seguida. A Márcia e a Andreia queriam ajudar, mas não valia a pena. A Alda estava embriagada e não se lembrava, sequer, das caras dos rapazes.
A dor que a Alda teve nessa noite ia-lhe ficar cravada no coração para sempre.
Depois de tantos anos a guardar-se para a pessoa certa, houve alguém que lhe roubou o seu bem mais precioso. Ela, que não tinha medo de nada, passou a ter medo de tudo e de todos.
Em cada dia que passava, algo dentro de si ia morrendo aos poucos e poucos. Cada recordação daquele fatídico dia consumia-lhe o amor pela vida e por si, que tinha dentro do seu coração.
– Alda! Estás bem filha? Perguntava a mãe, mas a Alda não
respondia.
– Alda? Alda? Insistia a mãe, até que finalmente a Alda lhe
respondeu.
– Diz, mãe.
– Filha! Tu não podes continuar dessa maneira, tens que reagir. Tens 21 anos, tens que lutar pela vida e sair do buraco em que te meteste.
– Porque é que só agora é que todos se preocupam? Até há bem pouco tempo ninguém se preocupava!!
– Não digas isso! Sabes bem que não é verdade! Sempre nos
preocupámos contigo, não sejas injusta!!
– Eu sei que todos pensam que sou uma coitadinha e estão com pena de mim! Mas eu não me importo com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar! Eu fico onde me sinto bem, se amanhã me apetecer sair daqui, saio! Mas saio porque me apetece, não apenas por ser essa a vontade de alguém!
– Alda! Será que não vês que não te podes refugiar, aqui dentro, do mundo que está lá fora? O mundo precisa de ti!
– Não gosto do mundo que está lá fora! Esse mundo, de que tu falas, fez e ainda faz com que eu sofra! Dói muito no meu coração o que me fizeram! Pensas que posso esquecer? Pensas que é fácil ultrapassar? Vocês falam porque não aconteceu com vocês! É fácil falar da dor dos outros, mas eu é que sei o que me vai cá dentro do coração! Enquanto a Alda falava, levava o punho fechado ao coração, tentando descrever a dor pela qual estava a passar.
– Ninguém tem o direito de me dizer que vai passar e que tenho que ser forte, ninguém sente o que eu sinto. Ninguém sabe a dor que eu tenho!!! Assim que a Alda acabou de falar, voltou-se novamente para a janela e começou a chorar.
– Eu já devia ter tido esta conversa contigo há mais tempo! Agora vejo que é tarde demais! A Mãe da Alda deixou-a como ela gostava de ficar, ou seja, sozinha! Ninguém a compreendia, ninguém sabia o que se passava na sua cabeça, mas a verdade tinha que ser dita! Se houvesse mesmo alguém que gostasse da sua companhia, iam ter com ela e ficavam do seu lado, mas isso
nunca aconteceu! A Alda isolou-se e ninguém ia ter com ela! No dia 31 de Dezembro, saiu de casa e deixou um bilhete aos pais!
“ Pai, mãe, César e Hélder! Estou farta de aqui estar! Farta de vos dar dores de cabeça e de criar conflitos entre vocês! Não se preocupem mais comigo, vou para um sítio onde me vou sentir muito bem, gosto muito de vocês, e nunca vos vou esquecer! Alda.”
Nesse mesmo dia, a Alda foi para o terraço do edifício mais alto que encontrou em Lisboa e, como se festejava a passagem de ano, esperou que fossem lançados os primeiros foguetes e atirou-se do 30.º andar. À medida que ia caindo, gritava cada vez mais e, quando estava quase a bater no chão, a uma velocidade que quase a fez desmaiar...”
só se lembra das vozes deles a perguntarem um ao outro se a deixavam ali, e dos risos, à medida que os dois iam saindo do local. Segundos depois, a Alda desmaiou e só recuperou a consciência no dia seguinte. As dores, ao longo do corpo, eram mais que muitas. Ela nem sabia onde estava e foi com muita
dificuldade que conseguiu chegar a uma estrada onde iam passando alguns carros. Embora ninguém parasse, não foi razão para ela desistir e continuou a pedir ajuda aos poucos condutores que por ali iam passando. Já sem esperança, abriu os braços e gritou para o céu. No momento seguinte, caiu desamparada no chão. Só se lembra de ver duas caras a olharem e a falarem para ela, mas a Alda estava muito mal e nem sequer conseguia falar.
Lembra-se da imagem de ir no banco traseiro do carro, com a cabeça deitada para trás, olhando o céu que ia passando rapidamente. O sol que lhe batia nos olhos foi o suficiente para que adormecesse e não se lembrasse de mais nada, ou talvez não se quisesse lembrar. Desde esse dia, a Alda ficou traumatizada
e não consegue estar na presença de um homem que não conheça. Entra em estado de choque com as lembranças que tem dessa noite, começando a chorar de seguida. A Márcia e a Andreia queriam ajudar, mas não valia a pena. A Alda estava embriagada e não se lembrava, sequer, das caras dos rapazes.
A dor que a Alda teve nessa noite ia-lhe ficar cravada no coração para sempre.
Depois de tantos anos a guardar-se para a pessoa certa, houve alguém que lhe roubou o seu bem mais precioso. Ela, que não tinha medo de nada, passou a ter medo de tudo e de todos.
Em cada dia que passava, algo dentro de si ia morrendo aos poucos e poucos. Cada recordação daquele fatídico dia consumia-lhe o amor pela vida e por si, que tinha dentro do seu coração.
– Alda! Estás bem filha? Perguntava a mãe, mas a Alda não
respondia.
– Alda? Alda? Insistia a mãe, até que finalmente a Alda lhe
respondeu.
– Diz, mãe.
– Filha! Tu não podes continuar dessa maneira, tens que reagir. Tens 21 anos, tens que lutar pela vida e sair do buraco em que te meteste.
– Porque é que só agora é que todos se preocupam? Até há bem pouco tempo ninguém se preocupava!!
– Não digas isso! Sabes bem que não é verdade! Sempre nos
preocupámos contigo, não sejas injusta!!
– Eu sei que todos pensam que sou uma coitadinha e estão com pena de mim! Mas eu não me importo com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar! Eu fico onde me sinto bem, se amanhã me apetecer sair daqui, saio! Mas saio porque me apetece, não apenas por ser essa a vontade de alguém!
– Alda! Será que não vês que não te podes refugiar, aqui dentro, do mundo que está lá fora? O mundo precisa de ti!
– Não gosto do mundo que está lá fora! Esse mundo, de que tu falas, fez e ainda faz com que eu sofra! Dói muito no meu coração o que me fizeram! Pensas que posso esquecer? Pensas que é fácil ultrapassar? Vocês falam porque não aconteceu com vocês! É fácil falar da dor dos outros, mas eu é que sei o que me vai cá dentro do coração! Enquanto a Alda falava, levava o punho fechado ao coração, tentando descrever a dor pela qual estava a passar.
– Ninguém tem o direito de me dizer que vai passar e que tenho que ser forte, ninguém sente o que eu sinto. Ninguém sabe a dor que eu tenho!!! Assim que a Alda acabou de falar, voltou-se novamente para a janela e começou a chorar.
– Eu já devia ter tido esta conversa contigo há mais tempo! Agora vejo que é tarde demais! A Mãe da Alda deixou-a como ela gostava de ficar, ou seja, sozinha! Ninguém a compreendia, ninguém sabia o que se passava na sua cabeça, mas a verdade tinha que ser dita! Se houvesse mesmo alguém que gostasse da sua companhia, iam ter com ela e ficavam do seu lado, mas isso
nunca aconteceu! A Alda isolou-se e ninguém ia ter com ela! No dia 31 de Dezembro, saiu de casa e deixou um bilhete aos pais!
“ Pai, mãe, César e Hélder! Estou farta de aqui estar! Farta de vos dar dores de cabeça e de criar conflitos entre vocês! Não se preocupem mais comigo, vou para um sítio onde me vou sentir muito bem, gosto muito de vocês, e nunca vos vou esquecer! Alda.”
Nesse mesmo dia, a Alda foi para o terraço do edifício mais alto que encontrou em Lisboa e, como se festejava a passagem de ano, esperou que fossem lançados os primeiros foguetes e atirou-se do 30.º andar. À medida que ia caindo, gritava cada vez mais e, quando estava quase a bater no chão, a uma velocidade que quase a fez desmaiar...”